
A Resolução Normativa ANEEL nº 1.085 trouxe uma nova preocupação para empreendedores de PCHs e CGHs participantes do MRE: como a indisponibilidade será avaliada e quais podem ser os reflexos na garantia física alocada da usina.
Nesse contexto, o Sistema de Medição de Indisponibilidade — SMI — aparece como uma alternativa para medir situações em que há vazão vertida turbinável, ou seja, momentos em que a usina poderia gerar energia, mas não gera por alguma limitação operacional própria.
Mas a implantação do SMI não deve ser tratada como uma decisão automática.
Os custos podem ser relevantes para PCHs, envolvendo sensores, automação, simulações hidrológicas e hidráulicas, comunicação de dados, integração com sistemas existentes, calibração, segurança da informação e acompanhamento técnico especializado.
Além disso, a própria regulamentação prevê nuances importantes. Em alguns casos, a comparação com o desempenho do Reservatório Equivalente de Energia — REE — pode indicar margem suficiente para aguardar maior maturidade dos procedimentos, antes de realizar investimentos mais pesados.
Esse tema ganha ainda mais relevância agora: a CCEE vem implementando as adequações operacionais da REN 1.085 e deve disponibilizar, nos relatórios e consultas da DRI, informações como o Fator de Geração e o Fator de Contribuição ao MRE de cada usina. Esses dados podem ser decisivos para entender o grau real de exposição de cada empreendimento.
Ou seja: antes de contratar o SMI, o empreendedor precisa responder a uma pergunta simples, mas estratégica: a sua usina realmente precisa implantar agora ou ainda há margem técnica e regulatória para aguardar?
A resposta depende de uma análise integrada: histórico de geração, garantia física, enquadramento no REE, risco de penalização, ocorrência de vertimentos, confiabilidade dos dados operacionais, localização da usina, disponibilidade de recursos e relação custo-benefício da implantação.
Mais do que decidir entre implantar ou não implantar o SMI, o empreendedor precisa definir o momento certo, o escopo necessário e o risco econômico de não agir agora.
A Lummi Energia apoia empreendedores nessa avaliação, combinando análise regulatória, engenharia, dados operacionais e visão econômica para transformar uma obrigação complexa em uma decisão estruturada de gestão de ativos.